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quinta-feira, 23 de abril de 2020

ÚLTIMA HORA:  Covid-19 ao minuto: Espanha atualiza balanço de vítimas e chega às 22 mil mortes e às quase 90 mil "altas"
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Covid-19: Moçambique acusado de "traçar cenário alarmista" para atrair apoio internacional

Mozambique Elections
Mozambique Elections   -   Direitos de autor  Ferhay Momade/Copyright 2019 The Associated Press. All rights reserved.
O Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), uma ONG moçambicana, acusou hoje o Governo de "traçar um cenário alarmista", com a previsão de 20 milhões de infeções pelo novo coronavírus nos próximos seis meses, para atrair apoio internacional.
"O Governo moçambicano traçou um cenário alarmista de 20 milhões de infetados para atrair apoio da comunidade internacional", lê-se numa nota do CDD distribuída hoje à imprensa.
Na segunda-feira, durante um conselho coordenador em Maputo, o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) anunciou que o executivo moçambicano prevê que, no pior cenário, que cerca de 20 milhões de pessoas possam ser infetadas pelo novo coronavírus nos próximos seis meses, acrescentando que o país precisava e 34 mil milhões de meticais (465 milhões de euros) para fazer face à doença.
Além de "alarmista", o cenário gera um clima de pânico na sociedade moçambicana segundo o CDD, que alerta ainda que o número avançado pelas autoridades representa o dobro das infeções previstas para o continente africano pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
"O executivo [moçambicano ] devia informar com muita responsabilidade sobre a situação da covid-19 em Moçambique", acrescenta a nota, sugerindo que seja as autoridades da saúde fazerem a apresentação destas projeções, evitando "traçar cenários catastróficos, com o objetivo de angariar ajuda internacional".
Com um total de 39 casos oficiais, Moçambique vive em estado de emergência durante todo o mês de abril, com escolas, espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, além da suspensão da emissão de vistos.
O número de mortes provocadas pela covid-19 em África subiu para 1.158 nas últimas horas, com mais de 23 mil casos registados da doença em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.
Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infeções (79), seguida de Cabo Verde (67 casos e uma morte), Guiné-Bissau (50), Angola (24 infetados e dois mortos) e São Tomé e Príncipe continua sem casos, após uma primeira identificação de quatro casos positivos que não foram confirmados na segunda análise.
A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 170 mil mortos e infetou quase 2,5 milhões de pessoas em 193 países e territórios

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Moz

16 abr 2020, 13:40 
 

 
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As negociações sobre o salário mínimo em Moçambique foram lançadas no dia 18 de março


A Delegação da União Europeia (EU) apela às autoridades moçambicanas para que investiguem com “rapidez e profundidade” o desaparecimento do jornalista Ibraimo Mbaruco.
  • O apelo é manifestado num comunicado, emitido hoje, em Maputo, no qual “a União lamenta o desaparecimento do jornalista”, da Rádio Comunitária de Palma, norte de Cabo Delgado.
  • Mbaruco é dado como desaparecido desde o final do dia do corrente.
  • No ano passado, dois jornalistas da mesma província foram detidos pelas autoridades, quando reportavam sobre a situação dos sobreviventes de ataques de um grupo extremista. Amade Abubacar e Germano Adriano foram libertados após muita pressão nacional e internacional.
  • Degradação da segurança
  • Os ataques iniciaram em 2017 e até agora causaram cerca de mil mortes. Nos últimos ataques, reivindicados pelo Estado Islâmico, há indicações de procura de imposição da sharia.
  • Na procura de lugares seguros, a população foge para outras zonas e para a cidade de Pemba, capital da província, o que contribui, entre outros, para a dependência de ajuda alimentar.
  • No seu comunicado, a EU diz que está preocupada com “a visível degradação da situação de segurança na província de Cabo Delgado ocorrida nas últimas semanas, particularmente com um aumento significativo de ataques, incluindo a ocupação temporária de sedes de distrito em Mocímboa da Praia, Muidumbe e Quissanga”.
  • Prometendo ajudar Moçambique a encontrar uma solução para a crise em Cabo Delgado, a EU diz que “a resposta a ser dada pelas autoridades só poderá proporcionar resultados efetivos e satisfatórios se garantir o pleno respeito pelos direitos humanos e liberdades fundamentais das populações”.
  • E, sublinha a EU, “o exercício das liberdades de expressão, de imprensa e do direito à informação afiguram-se neste contexto fundamentais para permitir uma melhor compreensão e combate ao fenómeno do extremismo violento que assola a província”.

terça-feira, 14 de abril de 2020

  

Os barões locais do contrabando incorporaram os jovens militantes em suas redes e pagaram-lhes bem.
A fronteira próxima com a Tanzânia não é controlada e sempre houve um movimento de pessoas. Isso aumentou com o contrabando de mais pessoas - principalmente do Quênia, Somália e Grandes Lagos, através de Moçambique e África do Sul.
Já havia jovens tanzanianos na comunidade de comércio de rua de Mocimboa da Praia que se tornaram parte dos grupos.
Após o assassinato em 2012 no Quênia do clérigo muçulmano Aboud Rogo Mohammed (acusado de apoiar a Al Shabab na Somália), seus seguidores ficaram sob pressão e se mudaram para o sul.
Eles construíram uma presença em Kibiti, na Tanzânia, e cruzaram o rio Ruvuma em Cabo Delgado até 2015.
O clérigo muçulmano Aboud Rogo Mohammed está sentado nos tribunais da Lei de Mombaça em 30 de janeiro de 2012, depois de ser acusado de porte de armas perigosas, um rifle AK 47, 133 cartuchos de munição, duas granadas de mão e duas pistolas.Direitos autorais da imagemAFP
Image captionAcredita-se que os jihadistas de Moçambique tenham sido influenciados pelos seguidores do falecido clérigo radical queniano Aboud Rogo Mohammed
Utilizando rendimentos provenientes de contrabando, redes religiosas e traficantes de pessoas, as células extremistas pagaram para enviar jovens à Tanzânia, Quênia e Somália para treinamento militar e islâmico.
A renda também ajudou a trazer clérigos radicais para Moçambique.
Em Moçambique, eles contrataram um policial demitido e dois guardas de fronteira demitidos para fornecer treinamento militar.

Táticas de guerrilha

Um estudo desses grupos com base em um mês de trabalho de campo do clérigo islâmico moçambicano Sheik Saide Habibe e dos pesquisadores Salvador Forquilha e João Pereira foi relatado em Maputo em 22 de maio .
A estrutura continua sendo uma das pequenas células, de 10 a 30 pessoas, que estão ligadas, mas apenas frouxamente, segundo o estudo.
Mapa de Moçambique
A maioria dos ataques parece ter sido realizada por um único grupo.
Esse formato de guerrilha frouxo torna difícil para o exército e a polícia encontrar esses pequenos grupos.
Existe agora uma grande presença de policiais militares e de choque em três distritos de Cabo Delgado. Eles foram acusados ​​de táticas pesadas e de matar a população local.
Dois helicópteros e um navio da Marinha atacaram a vila de Mitumbate, perto de Mocimboa da Praia, em 23 e 24 de dezembro de 2017, com pelo menos 50 vítimas.

A polícia deteve, nesta segunda-feira, 13, em Maputo, um dos traficantes mais perigosos do Brasil: Gilberto Aparecido dos Santos, conhecido como “Fuminho”.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil diz que a detenção do cadastrado resultou de uma ação que teve a colaboração do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América e da Polícia de Moçambique.
Fuminho, de 49 anos de idade, é considerado pelas autoridades brasileiras como o maior fornecedor de cocaína a uma organização criminosa designada Primeiro Comando da Capital (PCC), com milhares de membros no Brasil e países vizinhos.
Na altura da detenção, no luxuoso Montebelo Indy Maputo Congress Hotel (ex-Indy Village), Fuminho, não resistiu aos homens do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), escreve Carta de Moçambique. Consta que teria estado numa clinica de Maputo para tratar um ferimento na perna.
O foragido de uma cadeia brasileira, desde 1999, estava na companhia de um compatriota e um nigeriano.
Fuminho terá chegado a Maputo, em Março, proveniente da Bolívia, onde liderava uma rede de narcotráfico.
Ele será oportunamente extraditado.
“Vamos trabalhar com as autoridades de Moçambique para trazê-lo ao Brasil, onde responderá por seus crimes”, escreveu, no Twitter, o ministro da Justiça, Sérgio Moro.
Governo dificulta compreensão dos ataques em Cabo Delgado, dizem investigadores
Compreensão da sua abordagem sobre os ataques que, desde 2017, mataram centenas de pessoas na província de Cabo Delgado.
A afirmação é de investigadores internacionais reunidos nesta semana no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington, para entender melhor a insurgência, cujos mentores e motivações não reúnem consenso.
Nas notas da conferência, o Centro afirma que naquela província rica em recursos naturais foram realizados, nos últimos dois anos, 110 ataques com mais de 295 civis e militares mortos, “mas apesar da escalada da violência, há lacunas significativas na nossa compreensão do problema”.
Os factores que alimentam a insurgência, dizem estudos, incluem a má governação, usurpação de terras de camponeses para a exploração de recursos naturais, distribuição desigual da riqueza e falta de serviços básicos na região.
Divergências entre muçulmanos locais foram também apontadas como potencial factor dos ataques, havendo uma corrente que diz serem da autoria do grupo Al Shabab ou Ahlu Sunna wa Jama, mas, diz a nota, “os especialistas encontram dificuldades para apurar quem faz parte desses grupos e responder à questões essenciais sobre os seus objectivos, recrutamento ou fontes de financiamento”.
No geral, lê-se na nota que “não há consenso sobre os principais vectores do extremismo naquela região, incluindo as ligações entre redes extremistas locais, regionais e internacionais”.
Resposta violenta
No início da insurgência, o Governo moçambicano menosprezou os “criminosos” para, de seguida, colocar unidades especiais das forças de defesa e segurança, que não travaram a ocorrência de mais ataques.
Nessa sua resposta, diz o director do programa de África daquele centro, Judd Devermont, o Governo “tem sido excessivamente repreensivo e contraproducente”.
Devermont afirma que a forma como o Executivo faz “detenções, execuções extrajudiciais, a pouca transparência, irá exacerbar o problema, e não resolver”.
Exemplo disso, acrescentou Zenaida Machado, pesquisadora moçambicana da Human Rights Watch, militares “contaram que receberam ordens informais para eliminar os inimigos (insurgentes), porque detê-los não faz sentido e custa muito dinheiro ao Estado (…) o melhor é elimina-los no terreno”.
A Human Rights Watch denunciou, entre outras violações, a intimidação de jornalistas que cobrem as zonas atacadas, mas as autoridades nada fizeram para impedir a continuidade disso.
Diálogo
Perante este cenário, os Estados Unidos e outros parceiros iniciaram o apoio a Moçambique para garantir a segurança e promover o diálogo.
“O objetivo é abordar questões de governação e desenvolvimento e oferecer formação acrescida para fortalecer a capacidade das forças de segurança moçambicanas”, afirma Stefanie Amadeo, directora de África Austral no Departamento de Estado americano.
O antigo embaixador dos Estados Unidos em Moçambique, Dean Pittman, por seu lado, afirma que um dos aspectos críticos do Governo de Maputo é a “tendência de secretismo, de não partilha e não ser transparente em relação às suas estratégias, o que apenas cria maior desconfiança no seio da população local”.
Pittman acrescenta que a partilha de informação com os líderes locais ajuda a estabelecer o apoio comunitário, assim como o uso de líderes muçulmanos na condenação da violência.
Compensações irrisórias
O historiador moçambicano Yussuf Adam defende, por seu lado, uma compensação justa aos que cedem as suas terras para projectos de exploração de recursos para evitar a percepção de que “a lei de nacionalização da terra só funciona para os pobres".
"A terra é do Estado quando o dono é pobre, quando é um rico, não", sublnha Adam
Ele explicou que em Moçambique, “na prática são os pequenos cuja terra é quase expropriada com pagamento irrisório e as pessoas sabem disso. Há uma série de problemas que foram criados e têm que ser resolvidos”.
Para aquele investigador moçambicano, a solução está no diálogo.
“Nem é preciso ir andar à procura dos chamados insurgentes, Al-Shabab, é ir às aldeias, aos conselhos executivos das aldeias porque eles próprios sabem quem são as pessoas, mas sem o uso da força. Não fazendo isso, estaremos continuamente a andar com estes conflitos”, sustenta.
Alex Vines, chefe do programa de África na Chantam House, em Londres, considera que “Moçambique é o Estado mais fraco na África Austral…uma entidade muito frágil”, e acrescenta que o potencial de receitas do gás em Cabo Delgado aumenta a insatisfação da população, com o Governo sem oferecer serviços básicos.
Elite desconectada
Para Vines, o facto de o Presidente e seus colaboradores próximos serem naturais de Cabo Delgado, mas incapazes de responder às necessidades dos mais pobres, “mostra quão desconectada é a elite política moçambicana ao que acontece ao nível de base”.
Com vontade política, diz Vines, pode-se inverter o cenário, e as eleições em Outubro podem levar a isso.
Mas tendo em conta a redução do apoio à Frelimo, no poder, em Cabo Delgado, aquele investigador tem reservas quanto à qualidade dos resultados dessa votação e alerta“a comunidade internacional para estar vigilante”.
A conferência organizada pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais em Washington acontece dias após o grupo radical Estado Islâmico ter reivindicado uma acção em Cabo Delgado, o que os investigadores, de forma unânime, advertiram para não ser tomado como facto defintivo, antes de uma investigação mais profunda.

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Prestação  de serviços em diversas áreas tais como as seguintes:
√ CANALIZAÇÅO
√ CONSTRUÇÃO CIVIL
√ ELECTRIDADE
√ CANALIZAÇÅO
√ JARDINAGEM
√ PINTURA
√ CARPINTERIA
√ MOTORISTAS